Recentemente, li em uma revista uma matéria que achei muito interessante sobre o abuso sexual de crianças e adolescente dentro de casa. Eu achei muito interessante os relatos, como proceder caso isso aconteça na sua casa e como saber que a pessoa está sendo abusada sexualmente dentro de casa vou descrever aqui alguns toques que achei interessante.
Relatos:
MEU PADRASTO PASSA A MÃO EM MIM
"Queria muito um celular e decidi que iria pedi-lo para meu padrasto(porque com certeza minha mão nunca iria me dar). Ele disse: tudo bem minha lindinha se é isso que você quer eu vou te dar, mais você vai ter que me dar algo em troca e começou a me alisar, passando a mão na minha coxa. Eu, na hora empurrei ele e me tranquei no quarto.
Eu não quero contar pra minha mãe pois tenho medo que ela sofra, meu pai foi embora quando eu tinha 8 anos e minha irmãzinha tinha meses agora eu com 16 anos e ela com 8 anos e meio. Ele foi o único que nos acolheu e nos sustentou até que minha mãe consegui se reabilitar. Não sei como resolver este problema, agora por causa do meu pedido ele tenta me assediar ainda mais, porém disse a ele que não queria mais droga de celular nenhum e não queria mais nada dele mais ele insiste."
Eduarda*, 16 anos.
(*Os nomes foram trocados para proteger a identidade da menina)
O que fazer:
Historias como a dá Duda não são raras. Estão em todas as classes sociais, todos os estados do país, há garotas que sofrem abuso sexual dentro de casa. Só para ter uma ideia, esse crime é o principal tipo de violência sexual registrado entre 2003 e 2009 pelo Disque 100, serviço nacional especializado em denúncias de crimes sexuais contra crianças e adolescente. Parêntese importante: NÃO É PRECISO CHEGAR À TRANSA PARA QUE UMA ATITUDE SEXUAL SEJA CONSIDERADA ABUSO SEXUAL. Pedidos estranhos como levantar a blusa ou sentar no colo, passar a mão, exibir os órgãos sexuais: tudo isso é abusar. E, quando isso acontece, além do sentimento enorme de traição, rolão vergonha, medo, solidão e culpa. E ai, a garota se fecha em si mesma. UM MEDO COMOUM É O DE DESTRUIR SEU PRÓPRIO LAR AO CONTAR O QUE ACONTECEU. MAIS ISSO É UM ENGANO: QUEM ESTÁ ACABANDO COM A VIDA DE TODOS É O FAMILIAR QUE ABUSA! O pior de tudo é que se a garota não pedir ajuda não se tem garantia de que os abusos vão parar. E, isso tudo pode gerar problemas maiores como depressão, repulsa ao sexo entre outros. O primeiro passo para combater essa violência é evitar ficar sozinha com o agressor. O segundo é escolher alguem de confiança e abrir o jogo. Veja quem pode ajudar:
Mãe
Contar ou não para a mãe depende da menina e do relacionamento das duas. Por exemplo: se a menina acha que a mãe não vai acreditar nela, ou não aguentaria e até a culparia o jeito é procurar outro adulto. Porém, se você sente que sua mãe a protege, vale a pena dar um voto de confiança, tê-la como aliada pode ser decisivo. Você não precisa entrar em detalhes: basta dizer apenas que não quer ficar sozinha com ele. Isso com certeza será o suficiente para a mãe perceber que algo não vai bem.
Um Profissional Especializado
Se não conseguir desabafar com ninguém que conheça, a menina pode procurar o Conselho Tutelar , sozinha ou acompanhada de um adulto. Esse orgão é especializado em atender crianças e adolescentes e está presente em quase todo o país. Lá, o caso é tratado com sigilo absoluto e há profissionais treinados para atender vítimas. Mas, se o abuso é acompanhado de ameaças e agressões, a garota deve ir a polícia. Ela é a responsável por oferecer proteção e dar o primeiro passo para a punição do culpado. O ideal é ir a uma delegacia da criança e do adolescente ou a uma delegacia da mulher. Na ausências das duas, a garota pode ir a uma delegacia comum acompanhada de um adulto.
SERÁ QUE É ISSO MESMO QUE ESTÁ ROLANDO?
Uma coisa importante é não ficar neurótica com
normal que uma pessoa querida te abrace, te
beije diga que te ama... Ainda mais se não
esconder esses carinhos de ninguém – muito
menos de sua mãe –, não te persegue na sua
casa, mal entra no seu quarto e respeita seu
espaço. Mas atenção: se essas declarações ou
demonstrações de amor de alguma forma
causam um incômodo em você, sinal amarelo!
Segundo os especialistas, sentir um mal estar
com esses carinhos aparentemente inocentes é
um dos principais sinais de que algo está errado.
E, se rolar um contato físico com intenções sexuais,
não tenha mais dúvidas. Essa é a hora de procurar ajuda!
AJUDA PROFISSONAL
Saiba onde procurar orientação se você for vítima de abuso:
Psicólogos: Você encontra atendimento gratuito
com esses profissionais em hospitais públicos,
com esses profissionais em hospitais públicos,
com esses profissionais em hospitais públicos,
unidades básicas de saúde. Eles te ajudam a
entender o que tá rolando e se for o caso,
encaminhar ao conselho tutelar e político.
Disque 100: é o Disque Denúncia Nacional de
Abuso e Exploração Sexual Contra Crianças e
Adolescentes. Você liga de graça (inclusive de
celular!). De qualquer estado brasileiro, entre as
08:00h e 22:00h, inclusive ao fins de semana e
feriado. As denúncias são anônimas.
Hospitais (e centros de saúde): alguns têm
áreas específicas de atendimento para a
violência sexual, onde você pode
encontrar assistência não só de médicos
como também de psicólogos.
ROLOU COM A MINHA AMIGA
Meninas que sofrem abuso não costumam dividir o seu drama com ninguém
(nem com a melhor amiga!). Estima-se que só 10% dos casos de abuso no mundo
vêm à tona. Por isso, é importante estar atenta às pessoas de que você gosta. Saiba
identificar se sua amiga é vitima desse crime.
Os sinais que ela dá...
1. Demontrar ter pavor ou muito
interesse por sexo. A menina fica
sem vontade de paquerar e de
conhecer meninos.
2. Ter problemas para dormir.
3. Medo de ficar sozinha ou ser a
unica no meio de vários homens.
4. Ficar cada vez mais isolada. Já
não procura você como antes e não
tem ânimo de fazer as coisas.
5. Evitar fazer qualquer exame físico.
Aparecer com manchas roxas, cortes
ou ralados no corpo.
6. Agressividade, falta de paciência e
pessimismo. Não cumpre ordens e
passa a matar aula experimentar
bebidas e drogas.
7. Começa a tirar notas baixas e não
se concentra mais nas aulas.
8. Passa a ter hábitos estranhos,
como se cortar. Diz que acha o próprio
corpo sujo ou contaminado
SEJA A PRIMEIRA A AJUDAR
Ouça. Quem sofre um trauma como esse precisa, antes de tudo, desabafar. Então, mostre a ela que está aberta parar conversar sobre qualquer assunto e que sabe guardar segredos. Se ainda assim, ela não se abrir, diga que tem percebido que ela está diferente e pergunte o motivo.
Não julgue. Quando ela contar, evite fazer qualquer julgamento, principalmente sobre as atitudes dela. Isso pode afastá-la de você e fazê-la sentir-se ainda pior. Procure escutar mais do que falar.
Encoraje-a a buscar ajuda. A melhor opção é procurar um adulto e abrir o jogo. Essas pessoas poderá orientá-la e tomar medidas eficazes, principalmente para afastá-la de vez do abusador.
Seja paciente. Esse é o momento mais difícil da vida da sua amiga. Então, você terá que aturar uma ou outra mudança de humor. Ela vai precisar da sua compreensão. Claro, tudo tem limite. Se ela ultrapassar o dela, converse e diga o que está te incomodando.
O QUE ACONTECE COM QUEM ABUSA?
Depois que é feita a denúncia, o agressor responde a um processo. Isso
significa que o caso será analizado por um processo. Isso significa que
o caso será analisado por um juiz, que determinará se e como ele será punido.
Enquanto o julgamento não acontece, a menina e um adulto responsável podem
procurar o Ministério Público ou um juis da infância e adolecência para pedir a separação
de corpos – uma medida para impedir que ela e a pessoa que cometeu o abuso vivam na
mesma casa durante o processo. A condenação vai depender de que tipo de abuso
ele praticou. Para os casos mais graves, emque o agressor chega a forçar a menina a ter relações sexuais, a pena pode chegar a 20 anos de prisão.
Fontes: Revista Capricho e Google.




